
How long does the light last after the light goes out? Oficina Zero
dança
SÁB julho 5
hora 18h00
alvo: jovens e adultos
m/6
Duração 80 min
7,50€
“How long does the light last after the light goes out? "
Double-bill
Mafalda Deville
Cristina Planas Leitão
A Oficina Zero promove a cada edição residências artísticas que resultam na criação de uma obra original apresentada no final do programa. Os artistas são convidados para uma co-criação ou double bill- com duração total de 60-80 minutos, interpretada pelos 14 participantes do programa que acompanham todo o processo de criação em residência. As criações têm como ponto de partida o grupo denintérpretes, o mote lançado pela direção artística da Oficina Zero e interesses artísticos dos criadores refletindo em como mantêm a sua honestidade artística num processo criativo curto e que leva a um resultado final de nível profissional com o objetivo de, durante 10 dias, fazer cerca de 4 sessões de apresentação entre Junho e Julho.
AVALANCHE- CRISTINA PLANAS LEITÃO
Oficina Zero
Rebentação é um estudo sobre o colapso, o atrito e a decadência. No centro, o corpo, o seu posicionamento no mundo, a sua relação com o espaço e a sua capacidade de resistir e se transformar. É através desse corpo que as linhas da existência são traçadas e desconstruídas, pois parto da premissa de que o pessoal é político — e que a arte, mesmo quando desejamos, muitas vezes não é política o suficiente. A minha pesquisa coreográfica não se limita a movimentos, mas torna-se um ato de resistência e afeto, explorando o social e o político, que se entrelaçam com o corpo performativo dentro do espaço íntimo e relacional do teatro. Há algo de subversivo no movimento que proponho, algo que resiste à tentativa de fuga e da necessidade de reflexão profunda sobre as dinâmicas de poder e as questões sociais. O corpo, enquanto sujeito e objeto, torna-se o campo de batalha, a metáfora do que se quebra, do que se constrói e do que se dissolve. Este trabalho passa pelo uso de conceitos-chave como afeto, persistência, presença e influência. A criação dá-se pela subtração — uma retirada constante do que não pertence, de camadas que precisam ser desfeitas para que algo essencial surja. Em vez de acumular, procuro limpar, esvaziar, deixar o espaço ressoar com o que é necessário. As ações prolongadas que proponho, as intensidades que exploro, criam uma suspensão, uma tensão entre o que se vê e o que se intui. A pesquisa se expõe de forma contínua, sem a proteção das certezas, deixando-se tomar pela ambiguidade, pela fusão entre o concreto e o abstrato, pelo jogo entre as imagens que surgem, a voz, o corpo, a presença, a respiração. Na verdade, é um constante recomeço, onde a repetição se vai tornando cada vez mais uma afirmação, uma tentativa de dissolver as barreiras entre o sujeito e o objeto, o individual e o coletivo, o visível e o invisível. Em cada gesto, há um convite para a exploração do imponderável, daquilo que escapa ao controle e se revela através da vulnerabilidade e do desejo de afetar e ser afetado.
A rebentação é um processo sem fim, onde o colapso não é o fim, mas o momento de
transformação, de possibilidade. O atrito entre as camadas, a decadência do que já foi, e
a persistência de um novo movimento que nasce entre as fissuras — tudo isso faz parte
de uma dança que nunca se conclui, mas que é continuamente refeita, dia após dia.
I REALLY WANT TO SAY SOMETHING
cocriação de Mafalda Deville + Horácio Macuacua
Oficina Zero
Corpo, Drama, Música e a vontade constante de dizer alguma coisa. Algo realmente precisa de ser dito. Algo importante. Isto é a importância de cuidarmos uns dos outros, como a nossa única hipótese de sobrevivência. Tudo o resto é tudo senão vaidade. “I really want to say something” apresenta o corpo sem qualquer preconceito e desigualdade. As emoções, a fisicalidade explorada para além da estética. A música criada no palco onde os performers dançam, tocam, divertem-se emocionam-se, riem e cantam. Têm histórias para contar...